ERASMUS – Uma grande aventura!

Catarina Cristovam

Natural da pequena e linda vila de Ferreira do Zêzere.

Está no 3º ano da licenciatura de Marketing em Leiria!

Mais ou menos a partir do secundário que tenho o gosto de ter a agenda preenchida, tendo feito parte de muita coisa, algumas que trouxe até ao ensino superior. Chegando à nova cidade fui-me associando a algumas coisas também!

Assim que comecei a estudar na licenciatura falava em querer fazer Erasmus. Via muita gente a fazer e achava interessante, nem que fosse apenas por poder viajar imenso, algo que sempre amei fazer! Primeiro ano concluído e tendo algumas cadeiras para trás percebi que Erasmus era mesmo uma excelente opção no 2º semestre do ano seguinte. E assim foi, em setembro do ano que passou começaram os preparativos e a coisa começava a ganhar forma (sempre cheia de medo do que aí podia vir). Até que chegou novembro e tornou-se mesmo real com o e-mail que recebemos da universidade que nos acolheu. O país eleito foi a Hungria e a cidade Dunaújváros (sim o nome é mega esquisito, mas pronunciar é fácil basta retirar o “j” e colocar um “i” no lugar do “u”), fica pertinho de Budapeste! Os meus pais e restante família só acreditaram mesmo nesse mês, até lá era só um sonho e parvoíce minha!

Comecei a perceber o que iria implicar, ficar longe de tudo, dos que mais amo, da minha zona de conforto, perder a sopa da mãe, do cão, tudo, tudo… era um cair de para quedas numa cidade completamente estranha. Felizmente tive a grande sorte de ir inserida num grupo de 11 malucos, 10 deles da minha turma e com 2 amigas muito próximas também. Foram eles que mais me suportaram naqueles 4 meses.

A 6 de fevereiro aí embarcamos nós na grande aventura. Com muitas lágrimas à mistura (só de imaginar ainda lacrimejo) aí fomos nós sem saber o que nos esperava. Ao chegar ficámos com a primeira sensação que era uma cidade um pouco fria (nos 2 sentidos).

Tive de saber ter mais paciência, saber poupar, saber ser mais organizada, saber lidar com diferentes personalidades e saber desenrascar-me em muitas situações (não tinha a mãezinha por perto como aqui em algumas situações). Acima de tudo foi um aprender dia após dia!

Tivemos aulas com mais estudantes internacionais o que nos proporcionou experiências incríveis e sem dúvida do que tenho mais saudades é dos jantares ou lanches interculturais. Conheci pessoas de Marrocos, passando pela Jordânia, Egito, Azerbaijão, Polónia, até ao Brasil. Tudo pessoas muito diferentes e com histórias muito interessantes para contar.  Algumas cadeiras eram lecionadas de forma diferente de em Portugal sendo que eram essencialmente teóricas, ao contrário de cá. Senti que fomos muito bem recebidos pela universidade e que tentaram sempre fazer de tudo para que nos sentíssemos confortáveis.

Um pormenor que ajudou bastante a que o tempo passasse depressa foi o facto de conseguirmos viajar para 3 países ali pertinho (Áustria, Polónia e República Checa). Foi tipo um boost time mega essencial, a juntar a algumas idas à cidade que será para sempre especial, Budapeste claro!

Acreditem que os ditos 4 meses passaram mesmo a voar e a experiência foi mega intensa! O valor que retenho desta experiência toda é sem dúvida muito crescimento. Tive de saber ter mais paciência, saber poupar, saber ser mais organizada, saber lidar com diferentes personalidades e saber desenrascar-me em muitas situações (não tinha a mãezinha por perto como aqui em algumas situações). Acima de tudo foi um aprender dia após dia!

Numa perspetiva pós Erasmus digo-vos que não é para todos, achava que era mais fácil sair da zona de conforto, que era só ir ali estudar, mas quando pus o pé na Hungria percebi que ia mesmo ficar longe de tudo e que envolvia com muitas mais vertentes da minha vida. Aproveitando para falar na espiritual digo-vos que não foi fácil dado que a missas não consegui ir (pela localização da igreja e idioma). Aproveitei para fazer uma vida espiritual um pouco mais autónoma e lembro-me de por exemplo, na semana santa ter ouvido os podcasts do “Passo a Rezar” com a Via Sacra, não deixando por isso de fazer um percurso com Ele naquela semana tão especial. Digo-vos com toda a honestidade que não foi fácil não ter a missa que é sempre uma grande ajuda para não nos esquecermos que Ele está lá sempre. E também partilho que assim que tive um bocadinho a sós com Ele as lágrimas foram algumas, atrevo-me a dizer que foi quase como o regresso a casa do filho pródigo.

No final de tudo, foi mesmo bom voltar à terrinha e à minha linda Leiria, parecia uma criança feliz e novamente apaixonada por tudo o que me rodeava! Acho que agora sim, depois dos 4 meses mais intensos e inesquecíveis de sempre, estou melhor preparada para um mercado de trabalho que poderá e certamente não será a minha zona de conforto. Só quero que a minha irmã mais nova possa viver esta experiência, aconselho VIVAMENTE a todos os estudantes corajosos desta que é a melhor etapa das nossas vidas!

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